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O adeus a Stephen Wilhite, o inventor do GIF

Quem nunca viu, fez, usou e se divertiu com GIF’s, não viveu a internet em uma de suas máximas expressões. Para muitas pessoas seu uso é uma forma de arte e prática cotidiana para muitos.

O Graphics Interchange Forma, ou simplesmente GIF, era simplesmente uma solução tecnológica desenvolvida por Stephen Wilhite que, na década de 1980, era o engenheiro-chefe de uma equipe da CompuServe encarregada de encontrar uma maneira de distribuir rapidamente “gráficos de alta qualidade e alta resolução” em cores.

O resultado, GIF, foi lançado em 1987, mas seu sucesso comercial se deveu em grande parte ao Netscape, que, em 1995, adicionou a capacidade de loops nos GIFs.

Lá na gringa chegou a rolar um embate sobre a pronúncia correta: “gif” (with a hard G, like “gift”) ou “jif”. Em 2012, o Oxford American Dictionaries nomeou “GIF” sua palavra do ano nos EUA, aceitando ambas as pronúncias.

Em 2013, Wilhite falou que a forma correta de pronunciar a sigla “é um ‘G’ suave, pronunciado ‘jif’. Fim da história.” 

O impacto dos GIFs

A plataforma mais onipresente para GIFs hoje é o Giphy, usado por mais de 700 milhões de pessoas e considerado o segundo maior mecanismo de busca, atrás apenas do Google. 

De acordo com Giphy, o 1º GIF já carregado na internet, pelo próprio Wilhite, foi de um avião sobre nuvens ondulantes.

Wilhite faleceu na semana passada aos 74 anos, em decorrência de complicações da Covid-19. Logo após sua morte, o site Giphy postou uma homenagem a Wilhite. A mensagem “Stephen Wilhite Creator of the GIF 1948-2022” foi exibida em cima de um loop animado de nuvens rolantes — um GIF.

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