Categorias
Artigos

Por um futuro sustentável da música

A pandemia da COVID-19 pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) se apresenta como um dos maiores desafios sanitários da humanidade. A emergência global vem acompanhada de transformações políticas, sociais, artísticas, entre outras. 

Entretanto, existe outra emergência global que tem relação direta com o coronavírus: o meio ambiente e a busca por um futuro sustentável. 

Antes da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS), já alertava para a crescente mudança climática e como elas afetariam a saúde da população mundial. Em ambas, evidenciam-se a desigualdade social e o negacionismo científico. 

Com uma possível retomada das atividades artísticas, como shows, eventos, produções musicais diversas, bem como a distribuição e comercialização dos produtos, alguns grupos, organizações e coletivos da Europa têm se organizado para que esse impacto seja menos devastador. 

É o caso do coletivo Music Declares Emergency (MDE), que aponta a necessidade de medidas práticas e que a recuperação seja limpa e eficaz. Segundo a MDE, a música pode auxiliar nesta luta e conta com a conscientização e apoio do público. 

Já a gravadora independente Ninja Tune, impulsionada por estratégias de sustentabilidade da European Independent Music Companies Association, anunciou que está instalando sistemas de energia renovável e vem pressionando as fábricas de prensagem de vinil para que mudem a sua forma de produção. 

Outra empresa que também aderiu à iniciativa é a Beggars Group, anunciando compromissos em prol da redução de carbono em toda a sua produção. Seus diretores informam que a iniciativa está alinhada às metas do acordo de Paris.  

Falando sobre o acordo de Paris, a Earth Percent, tem como objetivo a arrecadação de 72 milhões de Euros (por volta de R $390 milhões), até 2030. 

A ideia é que artistas e todos os envolvidos na indústria da música destinem uma pequena parte de suas receitas para o projeto, que por sua vez, fará a redistribuição para organizações que trabalham na linha de frente da emergência climática. 

E no Brasil? 

Bom, aqui não temos nem vacina ainda, mas esperamos que as propostas acima cheguem por essas bandas e tenham uma adesão tão grande quanto as que ocorrem no velho mundo.

Assine o Lambrequim

Recebeu essa nota por e-mail ou pelo whats e gostou? Então junte-se aos mais de 2 mil assinantes da newsletter Lambrequim e receba, toda quarta-feira, uma seleção sobre música, livros, criatividade e como ser artista independente em um mundo de mudanças constantes.