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Investigações Musicais

Os concertos virtuais chegaram de vez?

Você deve ter visto que esses dias a MTV anunciou uma nova categoria para o Video Music Awards deste ano: melhor performance do metaverso.

Os seis indicados são os superstars Ariana Grande, Blackpink, BTS, Charli XCX, Twenty One Pilots e Justin Bieber.

Como funcionam esses concertos?

Seja em mundos de realidade virtual ou em plataformas de jogos, todos envolvem músicos digitais atuando para um público digital. Mas cada um desses show é único, vejamos alguns exemplos:

No The Rift Tour de Grande’s no Fortnite, os jogadores surfam em ondas cor de algodão doce e lutam contra um monstro gigante.

Twenty One Pilots e Charli XCX gravaram seus sets de Roblox em trajes de captura de movimento. Aqui estão Twenty One Pilots durante a gravação e o resultado final você confere aqui.

Justin Bieber, que fez parceria com a plataforma de shows Wave, se apresentou ao vivo em um traje de captura de movimento e respondeu às mensagens dos fãs em tempo real.

Existem algumas razões para acreditarmos que a tendência só irá aumentar nos próximos anos. São elas:

Para os fãs, o acesso de qualquer lugar do mundo. Além disso, é mais barato do que um show na vida real. E para os mais acostumados com o conforto do lar não há estranhos derramando cerveja, fumaça de cigarro e outros pontos como acesso ao banheiro, entre outros…

Já para nós músicos, embora a alternativa ainda esteja um pouco longe da maioria das bandas, os que já se anteciparam e os próximos a aderir a tendência, podem obter retornos financeiros bem atrativos.   

O Fortnite realizou seu primeiro show em 2019 com o músico de EDM Marshmello. Isso lhe rendeu 147 mil novos seguidores no Twitter e aumentou suas visualizações diárias no YouTube em 500%.

No ano de 2020, mais de 12,3 milhões de pessoas compareceram ao show Fortnite, que teve nove minutos de Travis Scott. Ele arrecadou algo em torno de US$ 20 milhões em produtos, em comparação com US$ 53,5 milhões para toda a sua turnê IRL Astroworld, de acordo com a Forbes.

Para plataformas, os nomes de personalidades famosas da música atraem pessoas que, de outra forma, nunca iriam criar uma conta.

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