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Entendendo o que é Realidade Estendida (e como ela já faz parte das nossas vidas)

Os jogos eletrônicos são uma das indústrias mais lucrativas do mundo, com previsão de gerar receitas superiores a US$200 bilhões em 2023. E para aqueles que ainda não perceberam, são os jogos eletrônicos que estão impulsionando as recentes inovações no campo da tecnologia. Estamos falando especificamente da Realidade Estendida (XR).

Os jogos de XR representam uma das áreas mais promissoras e dinâmicas da tecnologia atual, abrindo novas fronteiras para a indústria de jogos e para a sociedade em geral. Eles oferecem novas formas de ver e interagir com o mundo, ampliando nossas percepções e experiências. Além disso, os jogos de XR têm o potencial de explorar diversas aplicações em diferentes campos e setores.

Desde smartphones e tablets até óculos e capacetes, os jogos eletrônicos estão no centro de tudo. Empresas de diversos segmentos tecnológicos estão competindo ferozmente por uma fatia desse mercado. Essa competição está cada vez mais focada na experiência que o usuário terá ao utilizar um determinado produto.

Isso se deve ao fato de que os jogos de XR oferecem uma maneira inovadora e divertida de interagir com o mundo ao nosso redor. Eles permitem que os usuários vivenciem cenários virtuais sobrepostos ou integrados ao ambiente real.

O que são os jogos de XR?

Os jogos de XR são aqueles que utilizam alguma forma de realidade estendida, ou seja, uma combinação de realidade virtual (VR), realidade aumentada (AR) e realidade mista (MR). Essas tecnologias permitem que os usuários façam uma imersão em ambientes virtuais ou tenham elementos virtuais sobrepostos ou integrados ao ambiente real.

Simplificando:

  • A realidade virtual é a mais imersiva das três, pois cria um ambiente totalmente artificial que envolve o usuário por meio de dispositivos como óculos ou capacetes. 
  • A realidade aumentada é a mais comum, pois adiciona informações ou objetos virtuais ao ambiente real por meio de dispositivos como smartphones ou tablets. 
  • A realidade mista é a mais complexa, pois permite que os usuários interajam com objetos virtuais e reais ao mesmo tempo, por meio de dispositivos como óculos ou luvas.

Alguns exemplos dessas realidades: 

  • Pokémon Go da Niantic: jogadores veem criaturas através da câmera do celular sobreposta ao mundo real; 
  • Filtros TikTok ou Snapchat;
  • SkyView: um aplicativo que ajuda os usuários a localizar constelações e planetas no céu noturno;
  • No Dreamscape, os jogadores podem “acariciar” os alienígenas;
  • Veja como as pessoas usam o Skype com o HoloLens da Microsoft.

Como funcionam os jogos de XR?

Os jogos de XR funcionam por meio de sensores, câmeras, processadores e softwares que capturam, processam e projetam as imagens virtuais nos dispositivos dos usuários. Essas imagens podem ser estáticas ou dinâmicas, dependendo do tipo de jogo e da tecnologia utilizada.

Para que os jogos de XR sejam possíveis, é preciso que haja uma sincronização entre o movimento dos usuários e as imagens virtuais. Isso requer um alto nível de precisão e velocidade, pois qualquer atraso ou erro pode comprometer a experiência e causar desconforto ou náusea nos usuários.

Quais são as vantagens dos jogos de XR?

Os jogos de XR têm diversas vantagens, tanto para os desenvolvedores quanto para os usuários, permitindo que os desenvolvedores criem experiências mais ricas e variadas, explorando diferentes cenários, personagens e interações. 

Eles também permitem que os usuários tenham mais liberdade e controle sobre o jogo, podendo escolher o seu ponto de vista, o seu ritmo e o seu nível de envolvimento. Os jogos de XR têm um grande potencial educativo e podem estimular o aprendizado por meio da diversão, da curiosidade e da criatividade. 

Quais são os problemas dos jogos XR? 

Os maiores problemas são o impacto social e psicológico dos jogos de XR nos usuários e a privacidade e a ética dos usuários em relação aos conteúdos e às interações dos jogos.

Salah H. Khaled Jr, especialista em ciências criminais e cultura digital, questiona a noção de gaming disorder proposta pela OMS. Ele argumenta que os games não são comparáveis a vícios em drogas ou jogos de azar, mas sim formas de expressão artística e social. Ele também critica a influência da indústria farmacêutica na criação de novas doenças mentais sem evidências científicas e defende que os games não causam violência. 

Os demais problemas são relacionados aos produtos especificamente, por exemplo, 

o custo elevado dos dispositivos e dos softwares necessários para sua execução e as questões técnicas, como a qualidade das imagens, a duração da bateria, a compatibilidade entre diferentes plataformas e a segurança dos dados dos usuários.

Para finalizar, os jogos XR são — Ei, espere! Aquilo ali é um Tyranitar? 

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