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Os Avatares do ABBA Arrecadam Milhões

O eterno e icônico grupo sueco ABBA apresenta um dos espetáculos ao vivo mais aclamados do ano, sem ter subido fisicamente ao palco nem uma vez. 

O projeto “ABBA Voyage” utiliza hologramas dos integrantes em sua juventude, permitindo aos admiradores presenciar a banda em seu apogeu. 

Com grandes artistas vendendo seus catálogos e se encaminhando à aposentadoria, apresentações holográficas são o futuro para perpetuar suas canções e atuações.

Um Retorno (Digital) Inesperado

“ABBA Voyage” traz de volta Agnetha Fältskog, Björn Ulvaeus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad, em suas versões de 28 anos, com apresentações sete vezes por semana desde maio.

O espetáculo utiliza avançados hologramas – produzidos pela Industrial Light & Magic com técnicas de captura de movimento, dublês jovens e a participação de 1.000 profissionais de VFX – interpretando 22 faixas clássicas do grupo.

Localizado na ABBA Arena, um espaço exclusivo nos arredores de Londres, o ambiente é equipado com modernas telas de LED, 291 alto-falantes e pode acolher até 3.000 espectadores.

O projeto é um dos mais investidos na história musical, tendo custado cerca de US$ 175 milhões antes mesmo de sua estreia.

Contudo, o investimento tem mostrado retorno. “ABBA Voyage” já vendeu 1,5 milhão de bilhetes (com valor médio de US$ 105 cada), totalizando uma arrecadação de US$ 150 milhões. O espetáculo esteve quase sempre lotado nos últimos 15 meses e não dá indícios de que vai perder fôlego. Existe até um plano de levar a produção a cidades como Las Vegas, Nova York, Cingapura e Sydney.

Entretanto, segundo a produtora Svana Gisla, replicar o show fora da ABBA Arena não será fácil. Isso porque o espaço conta com “600 toneladas de equipamento e 500 luzes móveis organizadas em 30 mil pontos na arena para simular uma performance ao vivo”.

É, acho que vai ser difícil! 

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